Recordista do Guinness, torcedor de Taubaté acompanhará sua 12ª Copa do Mundo ‘in loco’

Daniel Bartolomeu Sbruzzi, de Taubaté, é considerado o torcedor que mais assistiu edições do Mundial nos estádios em toda a história
Foto: Arquivo Pessoal

O que começou como uma viagem de torcedor em 1978 se transformou em um recorde mundial reconhecido pelo Guinness Book. Aos 78 anos, Daniel Bartolomeu Sbruzzi, morador de Taubaté, se prepara para acompanhar presencialmente a sua 12ª Copa do Mundo e manter o posto de “torcedor que mais assistiu edições do Mundial nos estádios em toda a história”.

A trajetória começou na Copa do Mundo da Argentina, em 1978. Em entrevista à CBN Vale, Daniel contou que amigos o convidaram para acompanhar a Seleção Brasileira no país vizinho. Na época, ele não imaginava que aquela experiência mudaria sua vida.

“Naquele momento só fui eu de Taubaté. Foi onde começou a minha história de Copa do Mundo, mas nunca pensando que um dia eu poderia estar no nível do recorde, porque eu sempre tive paixão pelo futebol”, relembrou.

Desde então, Daniel marcou presença em 10 Copas do Mundo consecutivas: México (1986), Itália (1990), Estados Unidos (1994), França (1998), Coreia do Sul e Japão (2002), Alemanha (2006), África do Sul (2010), Brasil (2014), Rússia (2018) e Qatar (2022).

O Guinness Book reconheceu oficialmente o recorde em 10 de dezembro de 2022, durante a Copa do Mundo do Qatar. A entidade confirmou Daniel como o “torcedor que mais assistiu presencialmente a Mundiais na história”.

“Participar de 12 Copas do Mundo não é fácil. Mas eu nunca pensei no Guinness. Isso surgiu naturalmente porque eu fui acompanhando a Seleção Brasileira ao longo dos anos”, afirmou.

Com recursos próprios, Daniel já garantiu presença na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. O taubateano embarca para Nova York (EUA) na próxima terça-feira (9) e acompanhará os três jogos do Brasil na primeira fase, contra Marrocos (13/07), Haiti (19/07) e Escócia (24/07).

Momentos marcantes na Copa do Mundo

Ao longo das décadas, Daniel acompanhou de perto dois capítulos históricos da Seleção Brasileira. Ele esteve nos títulos mundiais de 1994 e 2002, mas também presenciou derrotas marcantes, como a final de 1998 contra a França e o histórico 7 a 1 para a Alemanha, nas semifinais de 2014, no Mineirão.

“Foi uma tristeza enorme (7 a 1), porque eu estava atrás do gol do Brasil e em 20 minutos já estava 5 a 0. Eu estava fantasiado, daí no segundo tempo já deu vontade de tirar a fantasia”, contou.

Sobre a derrota de 1998 na França, Daniel acredita que o problema de saúde de Ronaldo Fenômeno influenciou diretamente no resultado da final.

“Em 98 nós só perdemos aquela Copa porque o Ronaldinho Fenômeno teve uma convulsão e, na minha opinião, não era para ter jogado aquele último jogo. Se não tivesse acontecido aquilo, nós seríamos campeões facilmente”, opinou.

Entre todas as edições, a Copa de 2002 ocupa um espaço especial em sua memória. Além disso, a final de 1994 contra a Itália foi, segundo ele, o momento mais emocionante.

“A Copa de 2002 foi muito melhor em todo sentido, porque eu sempre tive vontade de conhecer a Coreia e o Japão. Já a final de 94 marcou muito, porque decisão por pênaltis traz uma tensão diferente”, afirmou.

Próximo objetivo já é 2030

Mesmo prestes a completar a sua 12ª Copa do Mundo presencial, Daniel já pensa no próximo desafio: ampliar o próprio recorde em 2030, ano do centenário do Mundial.

“Eu já penso em 2030, porque quero continuar com o recorde no Guinness Book. Se eu continuar indo às Copas, ninguém vai me ultrapassar”, disse.

A Copa do Mundo de 2030 acontecerá na Espanha, Marrocos e Portugal. No entanto, Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas comemorativas em homenagem aos 100 anos da primeira edição do torneio, realizada no Uruguai, em 1930.