Comércio do Vale espera alta de 4% nas vendas em junho com frio, Dia dos Namorados e Copa

Comércio do Vale preparado para as vendas de junho
Comércio do Vale preparado para as vendas de junho. Foto: Sincovat

O comércio da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte projeta crescimento de 4% nas vendas durante o mês de junho em comparação com o mesmo período do ano passado. A estimativa é do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat), que aponta uma combinação de fatores sazonais favoráveis para o setor.

Segundo a entidade, a chegada do inverno, o Dia dos Namorados, as festas juninas e a Copa do Mundo devem impulsionar o consumo em diversos segmentos do varejo regional.

A previsão de queda nas temperaturas nas próximas semanas tende a favorecer principalmente as vendas de roupas, calçados, cobertores, edredons, acessórios de inverno, além de produtos comercializados por supermercados e lojas de bebidas.

Além disso, as tradicionais festas juninas também devem contribuir para o aquecimento do comércio. Neste ano, as celebrações de Santo Antônio, São João e São Pedro coincidem com partidas da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

O Brasil estreia na Copa do Mundo em 13 de junho, Dia de Santo Antônio. Já o terceiro jogo será no dia 24 de junho, Dia de São João. Caso avance na competição, a Seleção volta a campo em 29 de junho, data dedicada a São Pedro.

Antes disso, o varejo aposta no movimento gerado pelo Dia dos Namorados. Celebrado em 12 de junho, a data é considerada uma das mais importantes do calendário comercial.

O que diz o especialista

De acordo com o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, a combinação dos eventos cria oportunidades para diferentes segmentos do comércio.

“O frio é sempre bom para o comércio. As pessoas procuram se aquecer e as mercadorias têm um valor agregado maior, o que movimenta principalmente o setor de roupas e calçados. Já com relação ao Dia dos Namorados, dificilmente uma pessoa deixa seu parceiro ou sua parceira sem um presente. E ainda teremos a estreia do Brasil na Copa, além de um mês inteiro de festas juninas. O comerciante tem muito a explorar nessas datas”, afirmou.

Além disso, apesar do cenário econômico marcado por juros elevados, inflação e alto nível de endividamento das famílias, a entidade avalia que o setor continua demonstrando capacidade de recuperação.

“O crescimento projetado pode parecer modesto, mas sinaliza a resiliência do varejo em um ambiente econômico mais desafiador, marcado por juros elevados, inflação em patamar desconfortável, famílias endividadas e atividade econômica em desaceleração”, destacou Guinsburg.

Por fim, se a projeção se confirmar, o faturamento do comércio regional deverá atingir R$ 6,4 bilhões em junho. No caso, esse seria o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica do levantamento, em 2008.