
Os servidores municipais de Taubaté aprovaram a greve durante assembleia realizada na noite desta quinta-feira (28), em frente à Prefeitura. A paralisação deve começar na terça-feira (2), após duas rodadas de negociação sem acordo sobre reajuste salarial e benefícios. A decisão pode afetar serviços públicos municipais caso a administração não apresente uma nova proposta.
A categoria permanece em estado de greve desde o último dia 15. O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal realizou reuniões com representantes da Prefeitura, mas as partes não chegaram a consenso sobre as reivindicações econômicas.
Os servidores não iniciarão a paralisação imediatamente por causa dos prazos legais de comunicação do movimento. O sindicato deve formalizar a greve e notificar oficialmente a Prefeitura nos próximos dias.
Segundo a entidade, a principal reivindicação envolve a reposição inflacionária de 9,43%, referente aos anos de 2025 e 2026. A categoria também cobra reajuste no vale-alimentação, criação de auxílio-transporte, revisão de benefícios e pagamento de valores retroativos.
A assembleia reuniu servidores em frente ao prédio da Prefeitura. Os trabalhadores já mantinham mobilizações desde a aprovação do estado de greve.
De acordo com o sindicato, a Prefeitura sugeriu retomar as negociações apenas em julho, proposta que a categoria rejeitou.
Outro lado
Antes da realização assembleia, a Prefeitura anunciou, por meio de nota, que enviará à Câmara Municipal um projeto de lei para aumentar o vale-alimentação dos servidores. A proposta prevê reajuste do benefício de R$ 502,50 para R$ 844,56 mensais a partir de setembro deste ano.
No comunicado, a administração municipal informou que definiu o reajuste após análise técnica das contas públicas. Essa medida gerará impacto estimado de R$ 9,16 milhões na folha salarial anual de 2026 e cerca de R$ 27,5 milhões ao longo de 2027.
O Executivo afirmou ainda que busca valorizar os servidores sem comprometer a sustentabilidade financeira do município. Em negociações anteriores, a Prefeitura declarou que o conjunto completo das reivindicações teria impacto aproximado de R$ 200 milhões por ano e ressaltou que Taubaté enfrenta situação fiscal delicada, com dívida estimada em cerca de R$ 1 bilhão.
No entanto, apesar do anúncio sobre o vale-alimentação, o sindicato afirma que a proposta não substitui a recomposição salarial reivindicada pela categoria.
Caso a greve inicie na terça-feira (2), serviços municipais poderão sofrer impactos a partir da próxima semana. As áreas essenciais deverão manter atendimento mínimo, conforme determina a legislação.
