
Servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve a partir desta sexta-feira (29), caso a categoria aprove a paralisação em assembleia marcada para esta quinta-feira (28), às 18h30, em frente à Prefeitura. Os trabalhadores estão em estado de greve desde 15 de maio e alegam falta de avanço nas negociações salariais.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté (Sindserv Taubaté), a administração municipal ainda não apresentou uma proposta financeira concreta para atender às reivindicações da categoria.
A assembleia desta quinta-feira deve definir os próximos passos do movimento. Além disso, o sindicato apresentará aos servidores um balanço das negociações realizadas até agora e discutirá a possibilidade de paralisação dos serviços públicos municipais.
Entre as principais reivindicações da categoria estão:
- reposição inflacionária dos últimos dois anos;
- aumento do vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 830;
- criação de auxílio-transporte universal de R$ 563,04;
- pagamento de licença-prêmio acumulada;
- revisão da contribuição previdenciária de aposentados;
- retomada da antiga base de cálculo de insalubridade e periculosidade;
- vale-alimentação para servidores com duplo vínculo;
- pagamento de valores retroativos do chamado “descongela”;
- pagamento de horas extras sem limitação.
Outro lado
A Prefeitura de Taubaté informou, em nota, que realizou uma nova rodada de negociações no último dia 22 e apresentou estudos sobre o impacto financeiro das demandas.
Segundo a administração municipal, os pedidos somariam mais de R$ 200 milhões por ano, valor considerado inviável diante da situação fiscal do município.
Além disso, foi destacado na nota que a Prefeitura de Taubaté enfrenta uma dívida aproximada de R$ 1 bilhão e precisa manter responsabilidade fiscal para garantir o pagamento dos salários e a continuidade dos serviços públicos.
O Executivo também destacou avanços em pautas sociais e administrativas, como:
- fortalecimento da política de combate ao assédio moral;
- fornecimento adequado de EPIs;
- implantação de plano de gerenciamento de riscos;
- modernização do setor de Recursos Humanos;
- regularização de contratos de monitores escolares;
- realização de novos concursos públicos.
No entanto, o sindicato afirma que as medidas não substituem a necessidade de recomposição salarial e valorização financeira dos servidores.
Caso a greve seja aprovada, a paralisação poderá afetar serviços municipais. Porém, o sindicato ainda definirá como funcionarán as áreas consideradas essenciais.