Assembleia nesta quinta define possível greve de servidores municipais em Taubaté

Foto: Marcelo Caltabiano/T7 News

Servidores municipais de Taubaté podem entrar em greve a partir desta sexta-feira (29), caso a categoria aprove a paralisação em assembleia marcada para esta quinta-feira (28), às 18h30, em frente à Prefeitura. Os trabalhadores estão em estado de greve desde 15 de maio e alegam falta de avanço nas negociações salariais.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté (Sindserv Taubaté), a administração municipal ainda não apresentou uma proposta financeira concreta para atender às reivindicações da categoria.

A assembleia desta quinta-feira deve definir os próximos passos do movimento. Além disso, o sindicato apresentará aos servidores um balanço das negociações realizadas até agora e discutirá a possibilidade de paralisação dos serviços públicos municipais.

Entre as principais reivindicações da categoria estão:

  • reposição inflacionária dos últimos dois anos;
  • aumento do vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 830;
  • criação de auxílio-transporte universal de R$ 563,04;
  • pagamento de licença-prêmio acumulada;
  • revisão da contribuição previdenciária de aposentados;
  • retomada da antiga base de cálculo de insalubridade e periculosidade;
  • vale-alimentação para servidores com duplo vínculo;
  • pagamento de valores retroativos do chamado “descongela”;
  • pagamento de horas extras sem limitação.

Outro lado

A Prefeitura de Taubaté informou, em nota, que realizou uma nova rodada de negociações no último dia 22 e apresentou estudos sobre o impacto financeiro das demandas.

Segundo a administração municipal, os pedidos somariam mais de R$ 200 milhões por ano, valor considerado inviável diante da situação fiscal do município.

Além disso, foi destacado na nota que a Prefeitura de Taubaté enfrenta uma dívida aproximada de R$ 1 bilhão e precisa manter responsabilidade fiscal para garantir o pagamento dos salários e a continuidade dos serviços públicos.

O Executivo também destacou avanços em pautas sociais e administrativas, como:

  • fortalecimento da política de combate ao assédio moral;
  • fornecimento adequado de EPIs;
  • implantação de plano de gerenciamento de riscos;
  • modernização do setor de Recursos Humanos;
  • regularização de contratos de monitores escolares;
  • realização de novos concursos públicos.

No entanto, o sindicato afirma que as medidas não substituem a necessidade de recomposição salarial e valorização financeira dos servidores.

Caso a greve seja aprovada, a paralisação poderá afetar serviços municipais. Porém, o sindicato ainda definirá como funcionarán as áreas consideradas essenciais.