
A Justiça bloqueou R$ 162 milhões em bens e valores de um grupo investigado por pirâmide financeira que tinha imóveis em Campos do Jordão, no Vale do Paraíba. A decisão atinge 137 pessoas e 32 empresas suspeitas de envolvimento no esquema, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), os investigados prometiam lucros de até 100% ao mês com supostos investimentos em ouro, moedas estrangeiras e automóveis. Além disso, o grupo usava redes sociais para ostentar luxo e atrair vítimas, principalmente da comunidade cigana.
Segundo as investigações, centenas de pessoas venderam casas, joias e veículos para investir dinheiro no esquema. No entanto, a pirâmide entrou em colapso e os suspeitos teriam fugido com os bens. O Ministério Público estima prejuízo de pelo menos R$ 162 milhões, mas os investigadores acreditam que a movimentação total possa ultrapassar R$ 700 milhões.
Ainda conforme o inquérito, cerca de 2 mil vítimas foram identificadas no Brasil e em outros países. O esquema teria começado a operar com mais força em janeiro de 2023. Além disso, algumas vítimas relataram ameaças após procurar a polícia.
Entre os bens bloqueados pela Justiça estão imóveis em Campos do Jordão, além de casas em condomínios de alto padrão na Grande São Paulo e apartamentos em bairros nobres da capital paulista. A decisão também determinou o bloqueio de veículos, investimentos financeiros e cotas de empresas usadas, segundo o Ministério Público, para ocultar patrimônio.
