
A Justiça de São José dos Campos decretou a prisão preventiva dos quatro investigados pela morte de Thales Rudson Torres. O corpo de Thales apareceu no dia 30 de março, às 6h24, em uma estrada O corpo dele estava às margens da Estrada Padre Piedade, no bairro Guamirim, em Caçapava. A Polícia Civil concluiu o inquérito nos últimos dias. Segundo os investigadores, os suspeitos fugiram e ainda não foram localizados.
A vítima tinha marcas de tiros. Além disso, o inquérito informa que Thales não possuía antecedentes criminais.
De acordo com a investigação, uma discussão começou em uma adega, nas proximidades do bairro Recanto do Vale, na região sul de São José dos Campos. Durante a confusão, pessoas acusaram Thales de um suposto abuso sexual. No entanto, testemunhas disseram à polícia que não viram nenhuma agressão.
Ainda segundo a Polícia Civil, quatro suspeitos, com idades entre 19 e 32 anos, cercaram Thales e o colocaram em um carro vermelho. Depois disso, outro veículo passou a acompanhar o grupo até a estrada onde o crime aconteceu.
Depoimento cita disparo acidental
Durante as diligências, policiais encontraram um dos suspeitos, de 22 anos, internado com ferimentos de bala na mão e na perna, no Hospital da Vila Industrial. Em depoimento, ele afirmou que um dos comparsas, de 32 anos, segurava uma arma longa e tentou atingir Thales com a coronha. Nesse momento, a arma disparou acidentalmente e atingiu o rapaz. Segundo o relato, o suspeito atirou novamente em seguida.
A Polícia Civil pediu inicialmente a prisão temporária dos investigados, mas a Justiça de Caçapava negou o pedido. Além disso, o suspeito ferido recebeu liberdade provisória após a prisão em flagrante. Depois que o caso passou para São José dos Campos, a Justiça autorizou a prisão preventiva dos quatro suspeitos.
