
A proximidade da Copa do Mundo 2026 já começa a movimentar o comércio no Vale do Paraíba. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat), a expectativa é de crescimento nas vendas em diversos setores durante o torneio, principalmente de televisores, materiais esportivos, alimentos e bebidas.
A entidade aponta que os eletrônicos devem liderar a procura, com destaque para televisores de tela grande. Dados do setor mostram aumento de 7% nas vendas de TVs nos primeiros meses do ano, enquanto os modelos com 75 polegadas ou mais registraram alta de 94%.
Além das televisões, consumidores também devem procurar produtos voltados para entretenimento doméstico, como soundbars, cabos HDMI, suportes de parede, racks e poltronas para acompanhar os jogos em casa.
O setor de vestuário esportivo também projeta crescimento nas vendas de camisas, bonés, bandeiras e acessórios ligados ao futebol. Ao mesmo tempo, supermercados e açougues esperam aumento na procura por carnes, bebidas, petiscos e itens para churrasco.
Segundo levantamento da plataforma Scanntech citado pelo Sincovat, em edições anteriores da Copa alguns produtos registraram crescimento de até 200% nas vendas. As churrasqueiras lideraram a alta, com avanço de 227%.
O presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, afirmou que os horários dos jogos da Seleção Brasileira devem favorecer o funcionamento do comércio regional.
“Como os jogos do Brasil serão à noite nesta primeira fase, não teremos interrupções na maioria das atividades comerciais. O clima do jogo deve prevalecer ao longo de todo o dia, movimentando a economia”, destacou.
Além disso, lojas da região já começam a investir em promoções temáticas e decoração inspirada no torneio. Restaurantes e lanchonetes também apostam em cardápios e ambientações relacionadas às seleções participantes.
Direitos da FIFA exigem atenção dos lojistas
Apesar da expectativa positiva, o Sincovat alerta que comerciantes precisam ter cuidado com o uso de marcas e símbolos ligados à FIFA.
Segundo a entidade, a FIFA detém os direitos comerciais sobre elementos oficiais do torneio, como logotipos, troféu, bola oficial, mascote, slogans e expressões relacionadas à competição.
O sindicato orienta que lojistas evitem utilizar termos oficiais ou imagens protegidas sem autorização. Como alternativa, recomenda o uso de referências genéricas, como “Copa”, “seleção” e elementos nas cores verde e amarela que não reproduzam símbolos oficiais da CBF.
“O risco não está apenas nas grandes campanhas, mas também em posts de redes sociais, promoções, decoração de lojas e sorteios. É importante o lojista se precaver para evitar problemas jurídicos”, completou Dan Guinsburg.
