“Caçapava está bem atrás no quesito segurança pública”, revela delegado seccional

"Caçapava está bem atrás no quesito segurança pública", revela delegado seccional
(Foto: Reprodução/Instagram)

Apesar do foco das administrações municipais durante a pandemia estar voltado, principalmente, para a saúde pública, várias outras categorias necessitam continuar recebendo investimentos e ser apresentadas como essenciais, como é o caso da segurança pública, que mesmo antes deste período de restrições já sofria com o corte de verbas e falta de infraestrutura em determinadas áreas do Vale do Paraíba.

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Segundo Dr. Hugo Pereira, delegado seccional de Caçapava, a Polícia Civil sente muitas dificuldades em termos de investimento e estrutura na cidade, pois acabam implicando em um trabalho limitado dentro de suas potencialidades. Ele revela que já enviou várias sugestões a representantes do município, mas que até agora não teve retorno.(ouça a reportagem ao final do texto)

Para o delegado, os impactos da falta de investimento e prioridade da segurança não atingem só os profissionais, mas a sociedade como um todo. Dr. Hugo explica que Caçapava, que tem mais de 95 mil habitantes, não faz parte do Sistema Detecta, que conta com monitoramento inteligente através do uso de câmeras. Além disso, como a Guarda Civil Municipal (GCM) está mais próxima da sociedade, ele defende que o armamento do grupo e ampliação do efetivo seriam essenciais, pois ajudariam a polícia no combate à criminalidade. 

Pandemia

Para Dr. Hugo Pereira, que comanda a seccional desde novembro de 2020, a pandemia ajudou a aumentar os delitos, já que o período implicou no crescimento do desemprego, fazendo com que jovens e adultos recorressem ao mundo do crime.  

De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Caçapava registra aumento no número de algumas ocorrências neste ano. Com relação aos roubos, de janeiro a abril de 2020, foram 57 registros. Neste ano subiu para 65. O número de vítimas de estupro também aumentou em 2021, quando foram computadas 11 vítimas até agora, sendo que ano passado, foram sete. Já com relação às apreensões de drogas realizadas pela polícia, no ano passado foram 11 do tipo, sendo que neste ano são 49. 

O que diz a Prefeitura

Por nota, a administração informou que o Município vem atuando em conjunto com a forças policiais do Estado para combater a criminalidade. A Prefeitura ainda completou que o COI (Centro de Operações Integradas) opera com mais 30 câmeras integradas e compartilhadas por meio do Programa Vizinhança Solidária, do Governo do Estado de São Paulo. O órgão ainda disse que mantém diálogo aberto a novas parcerias e ações em prol da segurança. 

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