Taubaté registra alta nas exportações e chega a US$ 175 milhões no primeiro trimestre

Foto: Divulgação/Volkswagen

A economia de Taubaté registrou US$ 175,3 milhões em exportações no primeiro trimestre de 2026. O valor equivale a cerca de R$ 887 milhões na cotação atual. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, este é o melhor resultado para o período desde 2019.

Somente em março, por exemplo, o município exportou US$ 72,2 milhões, aproximadamente R$ 365 milhões. O resultado representa crescimento de 4,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

Além disso, o desempenho confirma a retomada gradual das vendas externas da cidade nos últimos anos. Entre janeiro e março, países da América Latina concentraram a maior parte das exportações do município. Nesse cenário, três destinos se destacaram:

  • Argentina — US$ 61,8 milhões (35% do total);
  • México — 24,4% das exportações;
  • Chile — 10% do total.

Assim, os dados reforçam a forte integração regional da indústria instalada no município. Ao mesmo tempo, indicam a manutenção da dependência estratégica do mercado latino-americano.

A indústria automobilística permaneceu como principal responsável pelas exportações locais. No primeiro trimestre, os automóveis responderam por 82% de todo o valor exportado.

Além disso, parte significativa dessa produção está ligada ao parque industrial instalado na cidade. Entre as empresas do setor, destaca-se a atuação da Volkswagen, que mantém unidade produtiva no município. Dessa forma, o setor segue como eixo central da pauta exportadora de Taubaté.

Série histórica

Os números do primeiro trimestre mostram avanço consistente nos últimos anos. Confira a evolução desde 2019:

  • 2026 — US$ 175,3 milhões
  • 2025 — US$ 173,7 milhões
  • 2024 — US$ 109,3 milhões
  • 2023 — US$ 90,1 milhões
  • 2022 — US$ 88,6 milhões
  • 2021 — US$ 150,3 milhões
  • 2020 — US$ 135,6 milhões
  • 2019 — US$ 182,5 milhões

Com isso, os dados indicam recuperação progressiva do desempenho exportador após o período de retração causado pela pandemia. Além disso, os números mostram aproximação dos níveis registrados antes de 2020.