TJD pune envolvidos em briga entre São José e Juventus na Série A2; veja a situação

A briga generalizada entre São José e Juventus envolveu jogadores, membros das comissões técnicas, além dos gandulas e do maqueiro do estádio Martins Pereira.
Foto: Edney Santos/CBN Vale

A Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol (TJD-SP) julgou os incidentes registrados na partida entre São José EC e Juventus, realizada no dia 18 de março, no Martins Pereira, pela segunda rodada do Quadrangular Final do Campeonato Paulista Série A2. Após a análise, o tribunal aplicou punições a jogadores, integrantes das comissões técnicas e funcionários envolvidos na confusão.

No lado paulistano, o goleiro Gabriel Félix recebeu suspensão de seis partidas, enquanto o auxiliar técnico Luís Gustavo Paulino foi suspenso por cinco partidas. Ambos foram enquadrados pelos Arts. 254-A e 257, que dizem sobre praticar agressão física e participarem de tumulto.

Por outro lado, o zagueiro Léo Rigo, do São José EC, foi absolvido por unanimidade no Art. 254 (praticar jogada violenta) após apresentação de provas audiovisuais e depoimento pessoal durante o julgamento.

No entanto, o São José EC foi multado de R$ 500 por infração ao artigo 213 do CBJD, relacionado à falha na prevenção de desordens. A decisão também ocorreu por maioria de votos.

Além das punições aos atletas e integrantes da comissão técnica, o TJD aplicou sanções a funcionários ligados ao clube joseense. Um maqueiro recebeu suspensão de 90 dias por participação direta na confusão. Também houve punição a dois gandulas: um recebeu suspensão de 30 dias (resultado de duas penalidades de 15 dias), enquanto outro foi suspenso por 15 dias.

Por fim, o tribunal considerou improcedentes outras denúncias apresentadas contra as duas agremiações. As decisões ocorreram após análise de provas audiovisuais e depoimentos apresentados pelas defesas. Em vários casos, inclusive, as partes solicitaram formalmente a lavratura de acórdão.

Relembre o caso

O tumulto começou após a anulação do segundo gol da Águia do Vale com auxílio do VAR. Em seguida, a confusão envolveu jogadores, integrantes das comissões técnicas, gandulas e um maqueiro do estádio.

Segundo o relatório do árbitro Márcio Mattos dos Santos, o episódio começou quando um gandula se recusou a entregar a bola, o que gerou reação dos jogadores do Juventus. Além disso, outro gandula também teria retardado a reposição ao arremessar a bola em direção à arquibancada.

A súmula ainda aponta que, durante o tumulto, um maqueiro desferiu socos e chutes contra o atacante Paulinho, do Juventus. Na sequência, houve reação do goleiro Gabriel Félix e do auxiliar técnico Luís Gustavo Paulino, que também teriam agredido o maqueiro com socos. Todos os envolvidos foram expulsos.

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por CBN Vale (@cbnvale)