
A Polícia Militar colocou na reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto acusado de matar a esposa, mesmo após a prisão por feminicídio. Assim, o oficial passa a receber salário mensal, mesmo após ter sido preso.
Segundo o Portal da Transparência, o tenente-coronel recebia cerca de R$ 28,9 mil brutos antes da prisão. Agora, com a ida para a reserva, ele deve receber entre R$ 20 mil e R$ 21 mil.
De acordo com a corporação, o oficial cumpriu os requisitos legais de tempo de serviço. Por isso, a PM autorizou a passagem para a reserva e publicou a decisão no Diário Oficial.

O crime
O oficial foi preso em 18 de março, em São José dos Campos. Ele é suspeito de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. O crime ocorreu em fevereiro, no apartamento do casal, na capital.
Inicialmente, investigadores trataram o caso como suicídio. No entanto, laudos periciais indicaram sinais de feminicídio. Além disso, os peritos apontaram que alguém pode ter alterado a cena do crime.
Além disso, mensagens analisadas mostram histórico de conflitos no relacionamento. Segundo familiares, a vítima sofria com comportamento abusivo.
O tenente-coronel nega o crime e afirma que a esposa tirou a própria vida. Enquanto isso, a investigação segue em andamento.