
O Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal) realizou, nesta terça-feira (24/3), um protesto na Assembleia Legislativa (Alesp) contra a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Além disso, a categoria reivindica o mesmo reajuste salarial concedido às polícias Civil, Militar e Científica.
O protesto ocorreu no mesmo dia em que o governador anunciava diversos investimentos em segurança no estado, incluindo viaturas, armamentos e equipamentos para as forças policiais.
Na quinta-feira passada (19/3), o governo enviou à Assembleia três projetos de lei. Esses projetos preveem reajuste salarial de 10% e reestruturação das carreiras das polícias Civil, Militar e Científica. Além disso, as propostas mudam regras de promoção, definem prazos e reorganizam o efetivo.
“Perdemos quinquênios, sexta parte… todas as vantagens que tínhamos como servidores públicos. Portanto, o governo mente quando diz que deu aumento para todas as polícias”, afirmou Fabio Jabá, presidente do Sinppenal, em entrevista ao portal Metrópoles.
Em carta enviada aos deputados do estado, a categoria destacou que continua recebendo por subsídios. Além disso, denunciou déficit de 38% no efetivo, jornadas exaustivas e acúmulo de funções.
“O sistema prisional é parte fundamental da segurança pública. Com salários arrochados e falta de pessoal, será muito difícil evitar uma tragédia”, alertou o sindicato.
Até o momento, o governo ainda não se posicionou sobre as reivindicações da categoria.