VÍDEO: Briga generalizada marca vitória do São José EC contra o juventus na Série A2

 

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A vitória do São José EC, por 1 a 0, sobre o Juventus, na noite de quarta-feira (18), pela Série A2 do Campeonato Paulista, foi marcada por uma confusão generalizada nos minutos finais da partida.

O tumulto ocorreu após a anulação do segundo gol da Águia do Vale, com auxílio do VAR (Árbitro de Vídeo), e envolveu jogadores, membros das comissões técnicas e também dos gandulas e do maqueiro do estádio Martins Pereira.

Segundo o relatório do árbitro Márcio Mattos dos Santos, o episódio teria sido iniciado após um gandula se recusar a entregar a bola, o que gerou reação dos jogadores visitantes. Outro gandula também teria participado do retardamento, arremessando a bola em direção à arquibancada.

A súmula aponta ainda que, durante o tumulto, um maqueiro teria desferido socos e chutes contra o atacante Paulinho, do Juventus. Em seguida, houve reação do goleiro Gabriel Félix e do auxiliar-técnico Luís Gustavo Paulino, que agrediram o maqueiro com socos. Todos os envolvidos foram expulsos.

Os fatos foram registrados oficialmente pela arbitragem e devem ser analisados pelos órgãos competentes da Federação Paulista de Futebol, que poderá adotar medidas disciplinares com base no regulamento da competição.

Lado do Juventus

Em nota nas redes sociais, o Juventus divulgou imagens que mostram o maqueiro do São José agredindo um atleta do clube por trás. Além disso, o clube alega que na mesma confusão o atacante do São José EC, Cristiano Robert, teria agredido o treinador Thiago Carvalho por trás.

O clube afirmou ainda que não havia segurança suficiente no local para controlar a situação, o que, segundo a nota, teria exposto atletas e membros das delegações a riscos.

Outro ponto destacado pelo Juventus é a alegação de falta de posicionamento por parte da diretoria do São José, além de relatos de um ‘ambiente hostil’ no acesso aos vestiários.

 

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Lado do São José

Em sua parte, o São José EC afirma que não houve irregularidades na atuação dos gandulas durante o jogo e sustenta que não há registros na súmula da arbitragem que indiquem atraso na reposição de bolas.

O clube também afirma que a confusão teve início após jogadores reservas do Juventus se envolverem em um desentendimento com um gandula, ao tentarem retirar a bola sem autorização para o reinício da partida. Em relação ao episódio envolvendo o maqueiro, o clube afirma que o profissional teria sido agredido durante a confusão e tratou a acusação do time paulistano contra o profissional do estádio como ‘grave’.

A nota também destaca que havia presença de policiais e equipe de segurança privada no local, algo que vai contra a versão apresentada pela equipe adversária que alegou falta de segurança no local. Segundo o São José, não houve omissão por parte da diretoria e todas as medidas de segurança previstas foram adotadas.

O clube ressaltou, por fim, que jogadores e integrantes da comissão técnica joseense atuaram para evitar o agravamento do conflito e reforçou o compromisso com o cumprimento das normas esportivas e diz confiar que os fatos sejam analisados pelas autoridades competetentes.