Anderson Farias diz que bloqueio mostra importância do Arco da Inovação em SJC

Foto: Divulgação/PMSJC

A interdição do Arco da Inovação, em São José dos Campos, motivou uma publicação do prefeito Anderson Farias (PSD) sobre o impacto da estrutura no trânsito. Segundo ele, “durante muito tempo questionaram a importância do Arco da Inovação” e uma manhã sem ela foi suficiente”.

O bloqueio da ponte estaiada começou às 6h de segunda-feira (16) e deve durar dez dias. A intervenção ocorre para manutenção e inspeção técnica. Além disso, o prefeito afirmou que são mais de 60 mil trabalhadores que passam por ali todos os dias”.

De acordo com a prefeitura, os serviços incluem manutenção nas estruturas de concreto, limpeza do sistema de drenagem e avaliação dos cabos de sustentação.

Ao comentar críticas à obra, o prefeito declarou: “A ponte que ‘não serve pra nada’ é a mesma que paralisa a cidade quando fecha”.

Durante a interdição, houve lentidão na Rodovia dos Tamoios, sentido Putim, e na Avenida Mário Covas. Além dessas vias, também foram registrados reflexos no entorno do DCTA e na Avenida São João, no sentido Jardim Aquarius.

Em outro trecho da publicação, o prefeito escreveu: Infraestrutura de verdade não aparece quando funciona. Ela aparece quando faz falta”.

Processos

O Arco da Inovação entrou na Justiça após o Ministério Público de São Paulo e a Defensoria Pública protocolarem, em 2018, uma ação civil pública. Na ocasião, o órgão questionou a eficácia da obra e apontou falta de estudos comparando alternativas para a mobilidade na região.

Mesmo após a conclusão da ponte, em 2020, o processo continuou. Posteriormente, em março de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o recurso do MP e afirmou que “não ficou provada a necessidade da construção”.

Além disso, o tribunal destacou que a prefeitura “optou por solução com baixa longevidade e altíssimo custo” e que “não foram realizados estudos com alternativas”. Segundo a decisão, esse cenário viola a Lei de Mobilidade Urbana.

Na sequência, a prefeitura recorreu. No entanto, em abril de 2025, o Supremo Tribunal Federal rejeitou o pedido. Por fim, em 2026, a Justiça certificou o trânsito em julgado, encerrando o caso. Com isso, a decisão obriga o município a realizar, em até dois anos, intervenções viárias para melhorar o fluxo na região.