
As fases decisivas do Campeonato Paulista da Série A2 terão a utilização do ‘desafio de vídeo’ em todas as partidas. Ao todo, o recurso será aplicado em 18 jogos, incluindo os confrontos do quadrangular final, semifinais e finais.
O sistema de ‘desafio de vídeo’ estreou no futebol brasileiro a partir das semifinais da Copa Paulista do ano passado. Além da competição estadual, o recurso também foi utilizado a partir das quartas de final da Copa do Brasil Feminina do mesmo ano.
O São José EC irá representar o Vale do Paraíba nesta reta final da Série A2. A Águia do Vale está no Grupo 3, ao lado de Juventus, Ferroviária e Sertãozinho. Veja aqui a tabela de jogos e o regulamento desta fase final.
Como funciona o desafio de vídeo
Cada técnico começa o jogo com direito a dois pedidos. A sinalização será a partir de um gesto girando o dedo no ar, entregando ao quarto árbitro um cartão de solicitação. Na sequência, o árbitro principal vai até a cabine à beira do gramado para assistir ao lance com a ajuda de um operador de replay.
O árbitro tem a autonomia de manter ou alterar a decisão de campo a partir da revisão. Se o desafio for bem-sucedido, o treinador não perde a solicitação utilizada.
Apenas o técnico pode pedir o desafio, mas os jogadores podem recomendar ao treinador que solicite uma revisão. No entanto, a responsabilidade final é do técnico ou do seu auxiliar.
Os lances que podem ser analisados são:
- Gol ou não gol
- Pênalti ou não pênalti
- Cartão vermelho direto
- Erro de identificação de jogador punido com cartão
Apenas a validação de gol pode ser checada automaticamente pelo quarto árbitro, sem necessidade de solicitação dos treinadores. Nesses casos, ele pode avaliar situações claras, como impedimento, bola dentro ou fora do gol ou toque de mão evidente. Diferentemente do VAR (árbitro de vídeo), o sistema de ‘desafio de vídeo’ utiliza menos equipamentos, o que reduz os custos operacionais.