Homem acusado de matar ex-companheira em Taubaté é julgado por Júri

Foto: Arquivo Pessoal

O homem acusado de matar e enterrar a ex-companheira na zona rural de Taubaté será julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (10/3). O réu é Luiz Felipe da Silva de Moura, de 32 anos.

O julgamento começa às 9h no Fórum Criminal de Taubaté. O Ministério Público de São Paulo denunciou o acusado por feminicídio e ocultação de cadáver.

A vítima é Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o júri popular ouvirá cinco testemunhas. Além disso, o próprio réu prestará interrogatório durante a sessão. Ainda não há previsão de duração do julgamento.

Caso Mariana da Costa Nascimento

A família de Mariana registrou o desaparecimento dela em junho de 2025. Segundo o boletim de ocorrência, ela saiu com o então ex-companheiro no dia 8 de junho e não voltou para casa. Por isso, parentes procuraram a polícia e registraram o caso no dia seguinte.

Durante as buscas, policiais encontraram o corpo da jovem enterrado em uma área de mata na região do Distrito Industrial do Una, na zona rural de Taubaté.

As investigações avançaram após a análise de imagens de câmeras de segurança, que mostraram o carro de Luiz Felipe circulando pela região. Além disso, policiais localizaram pertences da vítima, entre eles o celular e uma bota, próximos a um rio.

Em seguida, policiais levaram o suspeito à delegacia. Segundo o boletim de ocorrência, ele confessou inicialmente que matou Mariana e enterrou o corpo no terreno onde mora. Depois disso, acompanhado por um advogado, mudou a versão e afirmou que apenas ocultou o cadáver após encontrá-la morta.

Prisão e denúncia do Ministério Público

A Justiça realizou a audiência de custódia em 11 de junho de 2025. Na ocasião, o TJ-SP decidiu manter a prisão do suspeito. Dessa forma, a detenção em flagrante foi convertida em prisão preventiva, e o acusado permaneceu preso durante a investigação.

Na denúncia apresentada ao Ministério Público de São Paulo, a promotoria afirma que Luiz Felipe matou Mariana por esganadura quando os dois estavam sozinhos.

Além disso, os promotores afirmam que o acusado enterrou o corpo para dificultar as investigações. O MP também informou que Mariana tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Segundo a promotoria, ele não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a vítima.

Versão apresentada pela defesa

Durante a investigação, o advogado de Luiz Felipe afirmou que o cliente não matou Mariana.

Segundo a defesa, o acusado encontrou a jovem morta por enforcamento e decidiu enterrar o corpo por medo de ser acusado pelo crime.