
Com a morte do aiatolá Ali Khamenei, foi anunciada a criação de um conselho interino para assumir as funções do líder supremo do Irã. O colegiado seria composto pelo presidente do país, Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Ali Khamenei teria morrido em decorrência de bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel neste sábado (28).
Segundo veículos oficiais iranianos, manifestações ocorreram nas primeiras horas deste domingo (1º) em diversas cidades do país, com milhares de pessoas reunidas para protestar contra a morte de Khamenei e prestar homenagens. As autoridades decretaram 40 dias de luto oficial.
O jornal estatal Tehran Times informou que o aiatolá Alireza Arafi foi indicado para representar o Conselho dos Guardiões no colegiado. Segundo a mesma fonte, o grupo exercerá interinamente as atribuições do cargo até a escolha de um novo líder supremo pela Assembleia dos Especialistas, órgão responsável por eleger a principal autoridade política e religiosa do país.
Relatos sobre o ataque
A imprensa iraniana afirma que a residência oficial de Khamenei teria sido atingida durante os bombardeios, resultando também na morte de familiares próximos.
As autoridades iranianas também relataram a morte de outras figuras de alto escalão, entre elas o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamkhani, e o comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.
Em nota divulgada pelas Forças Armadas do Irã, os Estados Unidos e Israel foram responsabilizados pelos ataques, e houve a promessa de resposta militar. O comunicado afirma que o país continuará defendendo seus interesses e que os responsáveis “se arrependerão” das ações.

Papel do líder supremo
No cargo desde 1989, Ali Khamenei era a autoridade máxima da República Islâmica do Irã, acima do presidente, do Parlamento e do Judiciário. O sistema político do país inclui ainda o Conselho dos Guardiões e a Assembleia dos Especialistas, formada por religiosos eleitos por voto popular, responsável por escolher — e eventualmente destituir — o líder supremo.