
O governo do Irã e a mídia estatal confirmaram neste sábado (28) a morte do líder supremo Ali Khamenei, durante um bombardeio atribuído aos Estados Unidos e a Israel. A informação havia sido anunciada mais cedo pelo presidente americano Donald Trump e foi confirmada pela agência estatal Fars, que classificou o episódio como “martírio”.
O gabinete do presidente iraniano Masoud Pezeshkian decretou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado. Segundo a Fars, Khamenei morreu em seu local de trabalho, em Teerã.
Em nota oficial, o governo iraniano acusou os EUA e Israel de cometerem um “crime” e prometeu resposta, afirmando que o episódio “marca uma nova página na história do mundo islâmico”. A Guarda Revolucionária declarou que seguirá o legado do líder.
Em sua fala, Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência americanos e israelenses e disse que os bombardeios continuarão para alcançar “paz no Oriente Médio”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também já havia indicado indícios da morte após a destruição de um complexo ligado ao líder iraniano.
Ataques e retaliação
Estados Unidos e Israel lançaram ofensiva contra alvos no Irã, incluindo instalações militares e estruturas ligadas ao programa nuclear. Segundo a imprensa iraniana, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas.
Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O governo dos EUA afirmou que não houve militares americanos feridos e que os danos foram “mínimos”.
O Estreito de Ormuz foi fechado por razões de segurança, segundo a agência estatal iraniana.

Quem era Khamenei
Nascido em 1939, na cidade de Mashhad, Khamenei liderava o Irã desde 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini. Ele acumulava funções políticas e religiosas na estrutura teocrática iraniana, com poder sobre as Forças Armadas, política externa e decisões estratégicas do país.
Durante seu governo, o Irã manteve postura hostil em relação aos Estados Unidos e a Israel, além de enfrentar ondas de protestos internos reprimidas com rigor, como em 2009, 2019 e 2022.
O cenário segue em rápida evolução, com expectativa de novos desdobramentos diplomáticos e militares nas próximas horas.