
A Defesa Civil liberou, neste domingo (15), o retorno de moradores a um prédio com 34 apartamentos e a duas casas que estavam interditados desde a semana passada no bairro Jardim Imperial, na região sul de São José dos Campos. A interdição ocorreu após a abertura de uma cratera na Rua Felisbina de Souza Machado, provocada pelo rompimento de uma galeria de águas pluviais.
Segundo a Prefeitura, o retorno foi autorizado após vistoria técnica confirmar a estabilização total da área e a segurança estrutural dos imóveis. De acordo com o município, os serviços essenciais — como água, energia elétrica, gás e esgoto — foram restabelecidos e estão em funcionamento em todas as unidades.
Apesar da liberação do prédio e das duas residências, outras duas casas próximas da cratera permanecem interditadas, sem previsão para que os moradores possam retornar.
Quando houve a interdição do prédio e das quatro casas, 156 pessoas ficaram desalojadas. Até o momento, o número atualizado de moradores afetados não foi divulgado.
A obra emergencial foi conduzida pela Urbam e concluída em oito dias, dois dias antes do prazo inicialmente previsto, que era de dez. A intervenção incluiu contenção de erosões, sondagem e preenchimento do solo com camadas de pedras, além da execução de uma nova galeria de drenagem por método não destrutivo, implantada paralelamente à estrutura colapsada.

Ainda segundo a Prefeitura, o problema foi causado pela corrosão de um tubo metálico da galeria, que provocou o afundamento do solo e a abertura da cratera ao lado do prédio residencial. Durante todo o período de interdição, equipes da Defesa Civil e da Guarda Civil Municipal permaneceram 24 horas no local, monitorando a área e prestando apoio às famílias.
Moradores chegaram a retirar móveis e eletrodomésticos dos apartamentos durante a interdição, já que não havia previsão para a liberação do edifício.

Com a desinterdição, o síndico do prédio, Rafael Lucas Barbosa, de 33 anos, acompanhou a reabertura do acesso ao condomínio ao lado do filho, Artur, de 10 anos. “Foi muito aterrorizante ter que sair de casa com toda a família. Mas sou muito grato à Prefeitura e à Defesa Civil, que estiveram presentes o tempo todo e atuaram de forma muito rápida”, afirmou.
A moradora Carina Silva de Souza, de 47 anos, que ficou acolhida na casa da sogra durante o período de interdição, também destacou o alívio com a liberação. “Eu achei que demoraria mais tempo. Passar por uma situação onde não sabíamos o que poderia acontecer foi muito difícil. Estou muito agradecida pela forma como tudo foi tratado”, disse.
A Prefeitura informou que o local ainda passará por obras complementares nas próximas semanas para recuperação definitiva da galeria. Além disso, a cratera mais antiga, aberta em janeiro e que chegou a engolir um caminhão, deve receber obras em seguida. A rua permanece interditada no trecho afetado.