
O São José Basketball Feminino planeja a temporada 2026 pautado pelo equilíbrio entre ambição esportiva e trabalho consistente. Os principais objetivos da equipe no ano serão a LBF (Liga de Basquete Feminino), no primeiro semestre, e o Campeonato Paulista, no segundo.
Em entrevista ao programa CBN Vale Esportes desta terça-feira (10), a coordenadora do projeto, Ana Diniz, revelou que não há cobrança externa da diretoria por resultados imediatos. Ainda assim, existe uma pressão interna natural, característica de quem vive o esporte competitivo. Essa pressão decorre do fato de o time joseense ter alcançado, em 2025, a melhor campanha de sua história na LBF, quando terminou na terceira colocação e com recorde de vitórias.
“Quem é técnico tem o sangue da competição, a gente fica com essa pressão. Mas é uma pressão confortável, no sentido de um ambiente leve. A gente tem o pé no chão, mas com vontade de fazer uma boa temporada.”
A manutenção do técnico Leandro Leal, segundo Ana Diniz, é um dos pilares do projeto para a temporada 2026. Sobre metas, a coordenadora destacou que a comissão técnica evita estabelecer objetivos de classificação neste momento.
De acordo com Ana Diniz, o cenário da LBF em 2026 exige cautela. A redução no número de equipes provocou maior concentração de atletas em alguns clubes, tornando o campeonato ainda mais equilibrado.
Além disso, muitas jogadoras brasileiras que atuam no exterior só se apresentam a partir do segundo turno, o que tende a elevar o nível técnico da competição ao longo da temporada. Diante desse contexto, o São José adota uma postura analítica no primeiro turno, buscando compreender o cenário e construir resultados passo a passo.
“A gente está em uma fase de análise das equipes. Este ano, a LBF está com um corpo técnico diferente. A gente ainda não montou uma projeção para o primeiro turno, mas a expectativa é justamente essa: analisar, entender onde a gente está pisando e ir construindo o dia a dia, um passo de cada vez.”

Montagem do elenco do São José Basketball Feminino
No que diz respeito ao elenco, o clube estuda a possibilidade de manter quatro atletas da temporada passada e realizar, no mínimo, três contratações. Entre as renovações já confirmadas estão a ala/armadora Ray Sant’Anna e a ala Marília Awe, ambas com participação no Campeonato Paulista do ano passado.
“Tanto eu quanto o Leandro gostamos de valorizar atletas que estiveram com a gente e que oferecem essa margem de segurança. A Ray é uma atleta que, surpreendentemente, fez um ótimo Campeonato Paulista e foi um dos primeiros nomes que a gente quis renovar. A Marília já esteve com a gente em 2024, é uma atleta muito guerreira e a gente gosta muito do perfil dela.”
Outras renovações estão previstas, incluindo atletas que participaram da campanha da LBF 2025. Também está previsto o aproveitamento de jogadoras das categorias de base no elenco profissional, trabalho considerado um dos pontos fortes do projeto.
Entre as contratações, Ana Diniz confirmou durante a entrevista o retorno da armadora uruguaia Maite Ramírez, de 21 anos, que teve bom desempenho na última edição da LBF pelo Blumenau-SC. Com a autorização da LBF para a utilização de até três estrangeiras por equipe, a diretoria trabalha para viabilizar a chegada de uma atleta portuguesa até abril. No entanto, essa negociação depende de questões de calendário relacionadas à seleção do país de origem da jogadora.

Liga do Basquete Feminino
A edição de 2026 da principal competição do basquete feminino brasileiro contará com a participação de dez equipes, além do São José: Maringá (PR), Santo André (SP), Cerrado (DF), Salvador (BA), Sampaio Corrêa (MA), Sesi Araraquara (SP), Sodiê Mesquita (RJ), Sport Club do Recife (PE) e Campinas (SP). Apesar do retorno do Sport e da estreia do Salvador, a competição terá a saída de três clubes em relação à edição anterior: Blumenau (SC), Corinthians (SP) e Ourinhos (SP).
Dentro de quadra, a comissão técnica do São José Basketball adota uma postura observadora. A análise detalhada dos adversários da LBF é tratada como prioridade, especialmente em um ano considerado atípico no basquete feminino nacional, com mudanças significativas no mercado.
A estreia das joseenses na competição, pelo terceiro ano consecutivo, será fora de casa, diante do Santo André, adversário tradicionalmente considerado difícil. Ana Diniz também demonstrou respeito a projetos emergentes, como o de Salvador, que mescla atletas experientes e jovens promessas.
“O primeiro passo é observar, o segundo é trabalhar em cima desses adversários, sempre um passo de cada vez. Pelo terceiro ano consecutivo, vamos estar no jogo de abertura da competição, o que é muito importante para nós.
Todos os times da LBF são difíceis. A gente fica sempre com essa pulga atrás da orelha, até com o Salvador, que é um projeto novo, mas que está trazendo atletas experientes. A gente respeita todos os trabalhos e segue um passo de cada vez.”
Os jogos do São José Basketball Feminino na LBF 2026 estão, em sua maioria, programados para o Ginásio do Teatrão, na zona leste de São José dos Campos. Apenas a partida contra o Sampaio Corrêa, prevista para o fim de março, pode ser realizada em outra praça esportiva. Como alternativas, o clube conta com o Ginásio Linneu de Moura, no Centro, ou com a Farma Conde Arena, na região oeste da cidade.
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