
Duas casas e um prédio com 34 apartamentos foram interditados pela Defesa Civil na tarde deste sábado (7), após a abertura de uma nova cratera na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, na Zona Sul de São José dos Campos. A medida foi adotada para garantir a segurança dos moradores.
De acordo com a Defesa Civil, o local segue sob monitoramento, e o retorno dos moradores aos imóveis só será autorizado após vistoria técnica e liberação das autoridades competentes.
A Rua Felisbina de Souza Machado já estava parcialmente interditada desde 27 de janeiro, quando uma cratera se abriu no cruzamento com a Rua Roberto Baranoy.
A nova cratera surgiu a cerca de 300 metros do ponto onde, há 11 dias, um grande buraco se abriu e engoliu um caminhão carregado com aproximadamente 10 toneladas de blocos de concreto. O segundo afundamento ocorreu por volta das 16h30 deste sábado (7), em meio à chuva, e provocou o afundamento das duas pistas da via.
Por volta das 19h, agentes da prefeitura isolaram a área, que permanecia instável, com o solo cedendo. Também foi identificado um vazamento de água no interior do buraco, aumentando a preocupação dos moradores quanto a novos desabamentos.
Segundo a prefeitura, após o primeiro incidente, as redes de água, esgoto e gás foram remanejadas, e uma obra emergencial estava em fase final de contratação, com prazo estimado de 90 dias para a solução definitiva.
Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas da nova cratera, nem sobre as medidas que serão adotadas para a recuperação do trecho.
O que dizem as partes
Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que a via foi devidamente sinalizada e que equipes das secretarias de Mobilidade Urbana, Manutenção da Cidade, Apoio Social, além da Urbam e da Defesa Civil, atuam no atendimento das ocorrências relacionadas às chuvas.
A EDP, concessionária de energia, informou que foi acionada após o solo ceder e derrubar postes no local. A empresa desligou a rede elétrica para eliminar riscos e avalia as condições de segurança para iniciar a remoção das estruturas atingidas.
Já a Sabesp afirmou que enviou equipe técnica para vistoriar a área, mas que, devido às chuvas, ainda não é possível identificar a causa da cratera. A companhia informou que segue acompanhando a situação e que, caso seja constatada responsabilidade da empresa, as providências necessárias serão adotadas.
