Caças Gripen, com participação da Embraer, realizam testes de lançamento de bombas

Foto: SGT / Muller marin – FAB

Com participação direta da Embraer, o caça F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB) passou por testes de lançamento de bombas nas últimas duas semanas, em voos realizados na Base Aérea de Natal, no Rio Grande do Norte. Os ensaios fazem parte de uma etapa de validação para ampliar o uso da aeronave em missões de ataque ao solo.

A Embraer atua na produção, na engenharia e na adaptação dos caças comprados pelo Brasil. Parte importante desse trabalho envolve equipes ligadas ao polo aeroespacial de São José dos Campos, onde fica a sede da empresa.

A campanha de testes, chamada de Operação Thor, avaliou se as bombas se soltam da aeronave de forma segura e estável após o comando do piloto. Esse momento é considerado crítico, porque qualquer desvio pode afetar o voo. Por isso, cada lançamento foi acompanhado em tempo real por equipes em terra, com medição de trajetória e ponto de impacto.

Foto: SGT / Muller marin – FAB

Os voos usaram o Gripen de número 4100, que pertence ao centro de testes instalado em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Parte das missões foi comandada pelo major aviador Thiago Camargo, do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo. Ele se tornou o primeiro piloto brasileiro a lançar bombas com o modelo Gripen.

Segundo os coordenadores da operação, o trabalho começou muito antes das decolagens, com planejamento técnico e treinamento específico dos pilotos. Durante os testes, equipes em solo também prepararam alvos e registraram imagens para análise dos resultados.

De acordo com os responsáveis pelo programa, o Brasil foi o primeiro país a realizar esse tipo de ensaio com dois modelos de bombas nesse caça. Os dados coletados agora seguem para avaliação e ajudam a liberar novas funções da aeronave.

FAB e Embraer

O F-39 Gripen é o novo caça da FAB e foi escolhido para substituir modelos mais antigos. O projeto no Brasil envolve cooperação com a fabricante sueca Saab e participação industrial da Embraer, incluindo desenvolvimento e integração de sistemas. A meta é ampliar a capacidade operacional com tecnologia desenvolvida em parte no país.