
Alunos da rede estadual do Vale do Paraíba e região voltaram às aulas nesta segunda-feira (2). Em parte das unidades, o início do ano letivo já ocorreu no modelo cívico-militar, como foi o caso da Escola Estadual Prof.ª Luciana Damas Bezerra, em Caçapava. Nessa unidade, o primeiro dia de aula foi acompanhado por uma equipe da TV Vanguarda, que registrou o momento em que um dos policiais cometeu erros de grafia, ao escrever duas palavras no quadro branco aos estudantes.
Durante uma atividade de monitoria conduzida por policiais militares aposentados, palavras escritas no quadro apresentaram erros de grafia. Entre elas, “descançar” e “continêcia”. As grafias corretas, segundo a Academia Brasileira de Letras, são “descansar”, com “s”, e “continência”, com a letra “n” antes do “c”.
As atividades eram ministradas aos estudantes, durante o ensino de comandos da chamada ordem unida, conjunto de movimentos padronizados comuns à hierarquia e disciplina da Polícia Militar.
As imagens da TV mostraram ainda o momento em que o agente militar, identificado como tenente Jeferson, foi alertado sobre o erro por coordenadores pedagógicos que acompanhavam a aula. Após ser alertado, o monitor corrigiu as palavras ainda durante a atividade em sala de aula.
Ao portal G1, a Secretaria da Educação do Estado informou que “todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos docentes da escola e, neste início de implementação, os monitores estão passando orientações sobre as atividades de disciplina e promoção de valores cívicos”.
Além disso, a Pasta informou ainda que: “todos os monitores do Programa Escola Cívico-Militar serão submetidos a processos semestrais de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência em cada unidade escolar”.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou, em nota, que “repudia a implantação de escolas cívico-militares em São Paulo” e que considera o modelo “inconstitucional e autoritário”. A entidade também critica o uso de verbas da Educação e a contratação de militares aposentados e que a medida foi imposta sem ouvir a comunidade escolar.
A reportagem da CBN Vale enviou perguntas complementares a Secretaria Estadual de Educação. Essa matéria poderá ser atualizada.
