Idosa registra ocorrência por violência psicológica contra filho adotivo em Guaratinguetá

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Foto: Google Street View

Uma idosa de 77 anos procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guaratinguetá para registrar um boletim de ocorrência por violência doméstica e violência psicológica praticadas pelo próprio filho adotivo. O caso foi registrado no início da tarde desta segunda-feira (19) e é analisado pela Polícia Civil.

De acordo com o registro policial, os fatos teriam ocorrido em um apartamento da região central, onde mãe e filho residem juntos. A vítima relatou que o filho, de 26 anos, enfrenta há cerca de dois anos dependência química, com uso de crack, situação que tem provocado constantes conflitos no ambiente familiar.

Segundo o relato, o homem passou a furtar objetos da residência para trocá-los por entorpecentes e, quando sob efeito da droga, ameaça agredir a mãe, o que tem causado intenso abalo emocional à vítima. A mulher afirmou que nunca havia registrado ocorrência anteriormente contra o filho, mas decidiu procurar a polícia por temer pela própria integridade física e psicológica.

Ainda conforme o boletim, o acusado já foi internado em clínicas para tratamento da dependência química, porém abandonou os atendimentos sem conclusão. A vítima destacou que é idosa, vive sozinha com o filho e sente-se vulnerável diante da situação.

Diante dos fatos, a mulher solicitou a concessão de medidas protetivas de urgência, com o objetivo de afastar o agressor do lar e garantir sua segurança. O caso foi registrado como violência doméstica e violência psicológica contra a mulher, conforme previsto na Lei Maria da Penha e no artigo 147-B do Código Penal.

A Polícia Civil informou que o pedido será encaminhado para apreciação da autoridade policial titular e, posteriormente, ao Poder Judiciário, que decidirá sobre a aplicação das medidas protetivas. O caso segue em apuração.