Bagres na orla ligam alerta para banhistas no Litoral Norte de SP

Bagres na orla ligam alerta para banhistas no Litoral Norte de SP
Foto: Costa Norte / Redes Sociais

A presença de bagres muito perto da areia tem mudado a rotina de quem entra no mar em Ubatuba e em outras cidades do Litoral Norte de São Paulo nos últimos dias.

Em várias praias de Ubatuba, moradores e turistas relataram ter visto os peixes nadando em áreas rasas ou até encalhados na faixa de areia. Segundo a Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca, o bagre não costuma atacar, mas pode ferir se for pisado ou tocado.

O alerta é simples: olhar bem por onde pisa e evitar qualquer contato com os animais, estejam vivos ou mortos. O peixe possui um ferrão que pode causar dor intensa e inflamação. Crianças, principalmente, devem ficar longe.

De acordo com a prefeitura de Ubatuba, o aumento da temperatura da água do mar ajuda a explicar o fenômeno. O calor provoca estresse nos peixes, que acabam ficando mais próximos da costa ou até morrendo, sendo levados pelas ondas até a praia.

O que está acontecendo em Ubatuba também vem sendo observado em outros pontos do litoral brasileiro, de acordo com os técnicos, desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina, por causa de condições ambientais parecidas.

Caraguá também registrou casos

Em Caraguatatuba, os registros também acenderam o sinal de alerta. No começo de dezembro, um banhista ficou ferido na praia Martim de Sá depois de um bagre se prender ao pescoço dele. O homem precisou ser levado ao hospital para a retirada do ferrão e se recuperou bem.

A prefeitura de Caraguatatuba explica que a presença e até a morte de bagres podem ocorrer em diferentes épocas do ano, ligadas à qualidade da água, à quantidade de oxigênio no mar, a fatores naturais e também ao descarte de peixes na atividade de pesca.

As prefeituras orientam que, em caso de ferimento, a pessoa procure uma unidade de saúde o quanto antes. Enquanto isso, o monitoramento segue nas praias do Litoral Norte, onde a combinação de mar quente e mudanças ambientais tem trazido cenas fora do comum para quem frequenta a orla.