
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o menor da série histórica iniciada em 2012 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
De acordo com o levantamento, cerca de 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas no período, o menor contingente já registrado pela pesquisa. O maior número de desempregados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19, quando 14,9 milhões de pessoas buscavam trabalho.
O resultado foi acompanhado por um novo recorde no número de pessoas ocupadas no país, que chegou a 103,2 milhões. O nível de ocupação — proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando — atingiu 59,0%, o maior percentual da série histórica.
Emprego formal e ocupação
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou 39,4 milhões no trimestre encerrado em novembro, crescimento de 2,6% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a cerca de 1 milhão de novos postos. O dado é recorde para a série histórica da Pnad Contínua e não inclui trabalhadores domésticos.
O setor público também registrou expansão, com 13,1 milhões de trabalhadores, crescimento de 1,9% no trimestre, o que representa mais 250 mil pessoas, e de 3,8% no ano, com acréscimo de 484 mil trabalhadores.
O número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,6 milhões, mantendo estabilidade no trimestre, mas com queda de 3,4% no ano, o equivalente a menos 486 mil pessoas. Já os trabalhadores por conta própria chegaram a 26 milhões, novo recorde da série histórica, com aumento de 2,9% no ano, apesar da estabilidade na comparação trimestral.
Informalidade em queda
Com o avanço do emprego formal, a taxa de informalidade recuou para 37,7% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, encerrado em agosto, o índice era de 38,0%, e no mesmo período de 2024, de 38,8%.
De acordo com o IBGE, o crescimento da ocupação ocorreu principalmente em segmentos formais, como administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que registraram alta de 2,6% no trimestre, com mais 492 mil pessoas ocupadas.

Rendimentos
Outro destaque do levantamento foi o rendimento médio real habitual da população ocupada, que atingiu R$ 3.574, o maior valor da série histórica. O indicador teve alta de 1,8% no trimestre e de 4,5% na comparação anual, já descontada a inflação.
O crescimento foi puxado principalmente pelos setores de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas. Na comparação anual, também houve aumento de rendimentos em áreas como agricultura e pecuária, construção, administração pública e serviços domésticos.
Com a combinação de mais pessoas ocupadas e aumento da renda média, a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 363,7 bilhões, novo recorde, com crescimento de 2,5% no trimestre e de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Sobre a pesquisa
A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no Brasil. O levantamento abrange cerca de 211 mil domicílios em aproximadamente 3.500 municípios, com visitas trimestrais realizadas por cerca de dois mil entrevistadores em todo o país.