Jovem morre após ser atingida por disparos em veículo em Aparecida

Jovem morre após ser atingida por disparos em veículo em Aparecida
Foto: Reprodução

Uma jovem de 22 anos morreu na madrugada deste domingo (7) depois que o carro onde estava com amigos foi atingido por vários tiros enquanto passava pela região do bairro Ponte Alta, em Aparecida. O grupo seguia em uma Land Rover vermelha quando ouviu a sequência de disparos. Embora tenham tentado socorrer a vítima rapidamente, que não resistiu e morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro de Aparecida.

Logo após o ataque, os três sobreviventes — de 22, 27 e 34 anos — começaram a relatar a dinâmica do que viveram. No entanto, as versões apresentadas ao longo das horas chamaram a atenção da polícia, principalmente porque surgiram divergências sobre quantas pessoas estavam no veículo.

Novas linhas de investigação

De acordo com o boletim, o grupo tinha passado a noite em uma festa na Sociedade Hípica de Guaratinguetá e seguiu depois para Aparecida. Assim que voltaram para a Land Rover, ouviram os tiros. O motorista dirigiu até a Basílica Nacional em busca de ajuda e, em seguida, levou todos ao Pronto-Socorro. 

Conforme a investigação avançou, câmeras de segurança colocaram em dúvida uma parte essencial da história. As imagens mostram um homem no banco dianteiro ao lado do motorista. O passageiro desceu do carro na área da Basílica antes que o grupo seguisse para o hospital. O mesmo veículo voltou minutos depois para buscá-lo.

Apesar disso,uma das passageiras negou que houvesse qualquer outra pessoa além dos quatro conhecidos. Já uma outra passageira confirmou que havia um quinto ocupante, embora não soubesse quem ele era. O condutor, por sua vez, primeiro ocultou a existência do homem e depois admitiu que o conhecia, mas se recusou a identificá-lo. 

A perícia identificou quatro perfurações de tiros na parte traseira da Land Rover. Um fragmento de projétil também foi recolhido no interior do veículo. Assim, diante do comportamento do grupo e das contradições nos depoimentos, a polícia começou a considerar a possibilidade de que o alvo dos disparos fosse justamente o homem não identificado.

Além disso, testemunhas informaram informalmente — mas sem registro oficial — que o passageiro misterioso poderia ser o verdadeiro alvo do ataque. Diante disso, a polícia recolheu os celulares das jovens, que autorizaram o acesso aos dados. 

Enquanto isso, a cápsula encontrada perto do local dos disparos foi enviada para perícia, e o caso segue para a Delegacia de Investigações Gerais de GuaratinguetáO inquérito vai continuar reunindo imagens, laudos e depoimentos para tentar esclarecer o que motivou o ataque que terminou com a morte da jovem.