
A paralisação nacional anunciada pela categoria de caminhoneiros para esta quinta-feira (4) não obteve adesão significativa — as rodovias federais amanheceram livres por todo o país. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não foi registrada nenhuma comunicação formal sobre mobilizações, e nenhuma interdição, manifestação ou aglomeração foi detectada até o início da manhã.
Apesar do chamado à greve feito por alguns setores da categoria — com protocolo formal junto ao governo — a reação das entidades representativas foi de recusa ou posicionamento de neutralidade. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), por exemplo, declarou desconhecer a mobilização e informou que não houve convocação oficial.
O chamado à paralisação havia sido pautado por reivindicações antigas dos caminhoneiros autônomos: estabilidade contratual, reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas, garantia do cumprimento das leis, reajuste da remuneração, e aposentadoria especial após 25 anos de atividade comprovada
De todo modo, a expectativa de impacto — tanto nas estradas como no abastecimento de mercadorias — não se concretizou. Até o momento, o trânsito flui normalmente, sem atrasos significativos, e não há relatos de protestos. A PRF informou que segue com seu patrulhamento cotidiano e monitoramento dos mais de 75 mil quilômetros de rodovias federais.
O fracasso da mobilização desta quinta expõe a fragilidade de uma articulação dividida internamente: de um lado, motoristas autônomos manifestando insatisfação; de outro, entidades sindicais tradicionais descartando a greve. Com isso, a chamada “greve nacional” segue sem data ou adesão clara para uma nova tentativa.
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