
O custo da Cesta Básica Familiar no Vale do Paraíba registrou estabilidade em novembro de 2025, após sete meses consecutivos de redução nos preços médios. A informação é do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté, responsável pelo levantamento mensal em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão.
A cesta, composta por 44 itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica, apresentou leve alta de 0,02% no mês — variação equivalente a R$ 0,69 — passando de R$ 2.836,46 em outubro para R$ 2.837,15 em novembro. No acumulado de 2025, a cesta básica registra alta de 0,43%.
Preço por cidade
Entre os quatro municípios pesquisados, dois registraram queda nos preços em novembro: Taubaté (-0,63%) e Caçapava (-0,23%). Já São José dos Campos (+0,24%) e Campos do Jordão (+0,69%) apresentaram aumento.
Campos do Jordão segue liderando com o maior custo da cesta básica (R$ 2.954,00), enquanto Taubaté mantém o menor valor (R$ 2.782,65). A diferença entre as duas cidades chega a R$ 171,35, o equivalente a 6,16%. Segundo o Nupes, a concorrência acirrada entre supermercados e os custos logísticos são fatores que explicam essa disparidade.
Cesta sobe menos que a inflação nacional em 12 meses
No período de novembro de 2024 a novembro de 2025, o custo da cesta básica no Vale do Paraíba subiu 2,05% — percentual inferior à variação do IPCA-15, que ficou em 4,50%. Em valores absolutos, a cesta ficou R$ 56,94 mais cara em um ano.
Entre as cidades, Taubaté (-0,54%) e Caçapava (-0,46%) tiveram queda no acumulado anual. Já Campos do Jordão apresentou a maior alta regional, com 5,54%.
Grupos de itens:
A análise por grupos mostra comportamento distinto entre os itens:
- Alimentação: -0,03%
- Higiene pessoal: +0,35%
- Limpeza doméstica: +0,67%
Mesmo com a estabilidade geral, o Nupes destaca que o preço dos alimentos ainda se mantém elevado em relação ao patamar histórico, reforçando a percepção de custo alto por parte dos consumidores.
Altas e baixas nos alimentos
A variação dos alimentos em novembro foi marcada por movimentos opostos. A batata inglesa (+11,06%), a cebola (+10,90%) e o mamão formosa (+6,78%) lideraram as altas. Já tomate (-16,63%), abobrinha (-12,90%) e alho (-6,72%) tiveram as maiores quedas.
Principais altas — novembro 2025:
- Batata inglesa: +11,06%
- Cebola: +10,90%
- Mamão formosa: +6,78%
- Óleo de soja: +3,92%
- Carne acém: +3,26%
Segundo o Nupes, as elevações foram influenciadas pelo período de entressafra, condições climáticas e movimentação internacional de commodities, como no caso do óleo de soja.
Principais quedas — novembro 2025:
- Tomate: -16,63%
- Abobrinha: -12,90%
- Alho: -6,72%
- Arroz: -6,14%
- Leite UHT: -4,95%
A redução nesses itens é explicada principalmente pelo aumento da oferta devido à safra favorável e à normalização dos estoques.
Pressões e alívios mantêm cesta estável
O Nupes avalia que a estabilidade (+0,02%) registrada em novembro reflete um equilíbrio entre pressões e alívios no orçamento familiar. Enquanto alguns itens essenciais subiram de forma significativa, outros registraram quedas importantes, impedindo que a cesta tivesse aumento mais expressivo.
Apesar disso, os pesquisadores alertam que os núcleos de inflação permanecem ativos, exigindo monitoramento contínuo do poder de compra das famílias da região.