Greve na Alstom em Taubaté segue após impasse sobre benefícios

Greve na Alstom em Taubaté segue após impasse sobre benefícios
Fachada da Alstom, em Taubaté. Foto: Divulgação

A greve dos trabalhadores da Alstom, em Taubaté, teve início na manhã desta segunda-feira (1º), já que o impasse sobre o valor do vale-alimentação ainda não foi superado. Mesmo com cinco reuniões e uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a categoria entendeu que as negociações avançaram pouco. Por isso, decidiu parar a produção após assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) na última sexta-feira (28).

Logo cedo, a Alstom informou em Nota, que lamenta a paralisação parcial e afirmou que tentou negociar em diversas rodadas. A empresa explicou que precisa garantir a sustentabilidade da operação e, por isso, considera que as “reivindicações do sindicato ultrapassam o limite possível”. Além disso, informou ter oferecido reajuste de PLR acima da inflação e um novo vale-alimentação. A companhia declarou ainda que quer avançar para um entendimento “equilibrado” e retomar as atividades o quanto antes.

Greve suspende produção na Alstom Taubaté nesta segunda (1º)
Foto: Divulgação / Sindmetau

Pouco depois, o Sindmetau divulgou uma Nota reafirmando que busca equilíbrio nas relações de trabalho. O sindicato destacou que tenta chegar a um acordo há mais de duas semanas e que permanece aberto ao diálogo. Segundo a entidade, houve cinco reuniões e uma audiência no TRT de Campinas, mas a proposta apresentada no tribunal — aceita pelos trabalhadores — não recebeu aval da empresa, o que manteve o bloqueio nas negociações.

Impacto e próximos passos

Assim que a greve começou, a categoria reforçou que segue disposta a conversar. O secretário de Finanças do Sindmetau, Fabiano Uchoas, explicou que a decisão de parar não impede novas rodadas de negociação e que os trabalhadores aguardam um posicionamento oficial da Alstom para decidir os próximos passos. Ele lembrou que, embora o debate sobre o vale-alimentação ainda trave o acordo, as discussões sobre a PLR avançaram e já têm valores definidos até 2027.

A unidade da Alstom em Taubaté, ativa desde 2015, emprega cerca de 700 trabalhadores e produz trens para projetos de mobilidade no Brasil e em outros países, como Chile, Taiwan e Romênia.