Interdição por caminhoneiros pressiona autoridades por reparos em ponte entre Caraguatatuba e Ubatuba

Dezenas de caminhões ficaram parados às margens da ponte sobre o Rio Maranduba, no limite entre Caraguatatuba e Ubatuba, no Litoral Norte de
Foto: Nilson Santos

Dezenas de caminhões ficaram parados às margens da ponte sobre o Rio Maranduba, no limite entre Caraguatatuba e Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (24). A paralisação, iniciada por volta das 8h, gerou um congestionamento de aproximadamente 10 quilômetros na rodovia Doutor Manoel Hyppólito Rego (SP-55) e chamou a atenção de moradores e turistas que circulavam pela região.

Segundo a Associação Comercial de Ubatuba e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP), o ato foi organizado por caminhoneiros insatisfeitos com as condições estruturais da ponte. A entidade empresarial informou que, há meses, tem enviado ofícios às autoridades cobrando providências urgentes, argumentando que a situação afeta diretamente a mobilidade, o comércio local e o cotidiano de quem depende da via.

Durante o protesto, os caminhoneiros impediram a passagem de veículos pesados pela ponte, reforçando a reivindicação por intervenções mais rápidas e seguras. A via chegou a operar com o acostamento interditado até que, por volta das 11h, a ocorrência foi encerrada e o tráfego liberado. O trecho segue funcionando no sistema pare e siga, com limite de 23 toneladas para caminhões e carretas — restrição que não vale para serviços essenciais, conforme o DER.

Em nota, o órgão informou que as obras emergenciais continuam em execução. A fase inicial de estabilização já foi concluída, mas ações complementares ainda estão em andamento. O DER destacou que episódios recentes de maré elevada atrasaram significativamente o acesso às áreas de trabalho, obrigando a revisão do cronograma. Inicialmente prevista para 16 de novembro, a conclusão das intervenções agora deve ocorrer em até 15 dias, dependendo das condições climáticas e da maré.

A Associação Comercial afirma seguir acompanhando de perto a situação e reforça a necessidade de uma solução imediata para garantir o direito de ir e vir, além do funcionamento pleno das atividades econômicas locais e regionais.