
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação Golpe da Sorte, que resultou no bloqueio de R$ 74,7 milhões em contas bancárias de investigados suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e estelionato. A ação ocorreu em São José dos Campos, Rio Claro, Nova Odessa, Atibaia, Salvador (BA) e Londrina (PR).
A investigação começou após a denúncia de uma idosa vítima do golpe do bilhete premiado, que teria sido convencida a transferir R$ 3,25 milhões para contas de pessoas ligadas ao grupo criminoso. A promessa era de que ela receberia um prêmio milionário, o que nunca ocorreu.

Segundo a Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), com sede em São José dos Campos, os suspeitos integravam uma rede estruturada de estelionatários que utilizava casas de câmbio, contas de terceiros e conversões em criptomoedas para ocultar a origem do dinheiro. O rastreamento de criptoativos foi o ponto decisivo da investigação, permitindo identificar as carteiras digitais e os verdadeiros beneficiários do golpe.

Rede interestadual e sofisticada Operação Golpe da Sorte
A operação mobilizou 50 policiais e 19 viaturas, com o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos R$ 300 mil em espécie, US$ 30 mil, € 25 mil, além de computadores, celulares, documentos e um veículo Jeep Compass.
Durante as buscas, duas mulheres foram autuadas em flagrante por uso de documentos falsos, após a constatação de que seus registros haviam sido emitidos com base em informações fraudulentas.

A ação contou com apoio de diversas unidades da Polícia Civil, incluindo as divisões de Rio Claro, Bahia, Paraná, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal, além de setores especializados do Deinter-1.
“A investigação revelou um esquema complexo de ocultação de valores que envolvia operações fracionadas, conversão em criptomoedas e uso de empresas de fachada. O bloqueio judicial de mais de R$ 74 milhões foi fundamental para impedir novos prejuízos a outras vítimas”, informou a Polícia Civil em nota.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da quadrilha e verificar se o grupo aplicou golpes semelhantes em outros estados.
