Polícia prende motorista suspeito de homicídio doloso em acidente que matou jovem em São José

Acidente aconteceu na madrugada do dia 28 de setembro, na rodovia Presidente Dutra, próximo ao Jardim Oswaldo Cruz, em São José dos Campos
Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (22) o motorista da BMW envolvido no acidente que resultou na morte de um passageiro de um carro de aplicativo. A fatalidade aconteceu na madrugada do dia 28 de setembro, na rodovia Presidente Dutra, próximo ao Jardim Oswaldo Cruz, em São José dos Campos.  A prisão temporária, decretada pela Justiça a pedido do delegado Reinaldo Checa, titular do 1º Distrito Policial, tem duração inicial de 30 dias.

De acordo com as investigações, o motorista havia passado a madrugada anterior em uma boate de Taubaté, onde consumiu cerca de R$ 2,5 mil em bebidas alcoólicas. Posteriormente, ele se dirigiu a um motel com duas garotas de programa, onde permaneceu por cerca de 20 minutos antes de sair sozinho.

Ele conduzia a sua BMW em alta velocidade e sob efeito de álcool no momento da colisão. O setor de investigação estimou que o veículo trafegava a aproximadamente 160 km/h em um trecho cuja velocidade máxima permitida era de 90 km/h.

A apuração dos fatos começou logo após o acidente. A Polícia Rodoviária Federal informou que, no momento da abordagem, o motorista se recusou a realizar o teste do bafômetro, sendo autuado administrativamente por dirigir sob influência de álcool. Um exame clínico feito 25 horas após o acidente e indicou apenas a presença de álcool no organismo, o que segundo a Polícia Civil, tornou insuficiente para refletir o estado de embriaguez no momento do fato, registrando assim o caso inicialmente como homicídio culposo.

A Polícia Civil reuniu imagens documentos e testemunhos que comprovam a embriaguez do condutor. Três testemunhas, que aceitaram colaborar sob proteção, afirmaram que o jovem motorista mal conseguia dirigir e apresentava sinais evidentes de embriaguez. Com as provas reunidas, o inquérito indicou que o condutor assumiu o risco de provocar a morte da vítima, configurando homicídio doloso por dolo eventual.

A defesa do motorista alega que houve deturpação dos fatos, mas a Polícia Civil sustenta que o inquérito foi conduzido com base em provas técnicas, imagens, testemunhos e laudos periciais.

Com base no conjunto das provas, o motorista será indiciado por homicídio doloso, em razão do dolo eventual, além de infrações ligadas à embriaguez ao volante. A Polícia Civil segue com diligências complementares antes da conclusão do inquérito.

Jovem ejetado de carro de aplicativo morreu após veículo ser atingido por BMW na Dutra, em SJC
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O que diz a defesa

A defesa do motorista afirma que a prisão é ilegal, por não estarem presentes os requisitos para a decretação da prisão temporária. Ainda foi sustentado que o investigado permaneceu no local do acidente, colaborou com as autoridades e compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia, onde se submeteu a exames clínicos. Segundo os advogados, o laudo comprovou que ele não estava em estado de embriaguez.

Ainda de acordo com a defesa, o caso foi inicialmente registrado como homicídio culposo e o motorista foi liberado logo após o registro. A equipe jurídica afirma que a investigação acabou deturpando os fatos.