
Neste 12 de outubro, milhares de fiéis lotaram o Santuário Nacional de Aparecida, para pedir e agradecer as bênçãos da Padroeira do Brasil.
Ao todo, sete missas foram celebradas no altar central do maior templo mariano do mundo. Cada celebração comporta até 35 mil pessoas.
Na missa solene, a principal deste dia festivo, celebrada às oito da manhã, o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, manifestou, em sua homilia, a preocupação com a queda no número de nascimentos e na taxa de natalidade no Brasil, que, segundo o IBGE, é de 1,6 filho por mulher — o menor índice já registrado no país.
“O Brasil não tem mais filhos suficientes para o futuro. Precisamos da criança. Precisamos da esperança do útero de uma mãe e da caridade de um pai, para todo o povo de Deus e, claro, para a Igreja.”
Na reflexão, o religioso também pediu que “os eleitos pelo povo votem em leis favoráveis aos pobres” e disse esperar que haja diminuição da pobreza e das desigualdades sociais no país.
“Quando diminui a pobreza, nós vamos experimentando o que é a paz, a convivência e o que é vida. Segunda esperança: que diminuam as desigualdades sociais, que são muitas” — falou o arcebispo — “que a Mãe Aparecida nos ajude, que os que foram eleitos pelo povo votem em leis favoráveis ao povo de Deus, favoráveis aos pobres.”
Estavam presentes na solenidade o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), e o secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), representando o governador Tarcísio de Freitas, que chegou a confirmar presença, mas depois cancelou a ida.

Quanto ao número de romeiros, neste ano o Santuário não divulgou uma expectativa de público. No entanto, em uma estimativa do Governo de São Paulo, eram esperadas cerca de 450 mil pessoas no período entre 3 e 12 de outubro, em Aparecida.