São José dos Campos registra caso suspeito de intoxicação por metanol

O metanol é altamente tóxico
O metanol é altamente tóxico. Foto: Adobe Stock

A Vigilância Epidemiológica de São José dos Campos recebeu, no dia 1º de outubro, a notificação de um caso suspeito de intoxicação exógena por metanol. A paciente é moradora do município, mas teria consumido a bebida suspeita no estado de Minas Gerais.

Segundo informações da Prefeitura, a mulher, de 47 anos, relatou ter comprado um gin em um mercado de Minas Gerais. No dia 28 de setembro, ela apresentou sintomas como cólicas abdominais, dor de cabeça, diarreia e mal-estar geral.

Ela chegou a fazer uso de dipirona, sem melhora significativa. Ao retornar para São José dos Campos, procurou atendimento médico no Hospital Municipal, onde foi internada para realização de exames. Após acompanhamento, ela recebeu alta.

A Vigilância Epidemiológica acompanha o caso e reforça a importância de atenção à procedência das bebidas consumidas, especialmente em situações suspeitas de adulteração.

Fiscalização

Em meio a essa situação de emergência, a Prefeitura de São José dos Campos reforçou sua política de fiscalização rigorosa em comércios de bebidas.

Uma das principais medidas é a proibição do chamado “Copão”, bebida alcoólica preparada e comercializada em copos por adegas, considerada de risco à saúde e frequentemente associada a irregularidades.

No mês de agosto, uma operação do Programa São José Unida, coordenada pelo 1º Distrito Policial, resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em estabelecimentos da Vila Maria e da região central.

Durante a ação, bebidas irregulares foram apreendidas e um dos locais acabou interditado pela segunda vez. Outro comércio também foi autuado após a constatação de irregularidades. Os responsáveis foram encaminhados à Delegacia para prestar esclarecimentos.

Essa foi a primeira atuação conjunta com a entidade nacional, que monitora a produção e o comércio de bebidas, além de combater práticas ilegais que comprometem a saúde do consumidor e afetam a concorrência no setor.

De acordo com a Prefeitura, a fiscalização é contínua e ocorre em todas as regiões da cidade, com foco em coibir a venda irregular de bebidas, perturbação do sossego e outras práticas que impactam a comunidade. Somente em 2025, 116 adegas foram notificadas, 56 autuadas e 37 interditadas.