Um homem foi preso na madrugada desta sexta-feira (26), em Jacareí depois de cometer dois roubos em sequência. Ele agiu primeiro em um posto de combustíveis na Avenida Santa Helena e, logo em seguida, em uma farmácia na Avenida São João, a apenas 100 metros de distância.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito usava uma motocicleta vermelha com a placa coberta por plástico. Durante as abordagens, ele fazia menção de estar armado e ameaçava as vítimas. Após os crimes, fugiu rapidamente, mas acabou sendo localizado na Rua Nurimar Fazzolari de Freitas.
As buscas começaram depois que as vítimas forneceram imagens e informações sobre o assaltante. Além disso, o Centro de Operações Integradas (COI) ajudou a indicar o trajeto de fuga com câmeras de monitoramento. Assim, durante a revista, os policiais também encontraram uma porção de cocaína.
Em seguida, as vítimas reconheceram o autor dos crimes. Por isso, ele foi levado para a Central de Polícia Judiciária, onde teve a prisão confirmada. Agora permanece detido na Cadeia Pública de Jacareí, à disposição da Justiça.
Um homem foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado após julgamento realizado nesta quinta-feira (25) no Fórum de São José dos Campos. O réu, identificado como Cícero Valdick Lima Vital Ferreira, foi considerado culpado pelo homicídio qualificado do professor Edson Petronildo Machado da Silva, de 52 anos, e também por furto.
De acordo com o processo, o crime aconteceu em setembro do ano passado, dentro do apartamento da vítima, no Jardim Aquarius. Durante a madrugada, Cícero atacou Edson, que era seu amigo, utilizando cabos elétricos e outros objetos. Em seguida, ele amarrou a vítima e a deixou inconsciente no sofá. Depois disso, permaneceu no local por quase 4 horas e, logo após, levou pertences de Edson, inclusive o carro utilizado para fugir.
Além do homicídio, o Conselho de Sentença reconheceu o furto de um relógio, de um celular e de valores em compras e transferências bancárias. Entre os bens subtraídos, havia ainda objetos de uso da filha da vítima. Por isso, a pena somou o crime contra a vida e os crimes contra o patrimônio.
Durante a análise, a Justiça destacou que o assassinato foi praticado por motivo fútil, com emprego de crueldade e de forma a dificultar a defesa da vítima. Por essas razões, a pena de homicídio chegou a 21 anos e 4 meses. Já pelo crime de furto, a condenação ficou em 2 anos e 8 meses. Assim, a soma resultou em 24 anos de prisão.
O juiz Milton de Oliveira Sampaio Neto determinou a execução imediata da sentença, sem direito de recurso em liberdade. Dessa forma, o réu permanecerá preso para cumprir a pena em regime fechado.
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