Funcionários da LG protestam e penduram uniformes em frente a fábrica em Taubaté

(Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos)

Após retomar greve, trabalhadores da LG protestaram e penduraram uniformes no alambrado que cerca a empresa em Taubaté. A ação aconteceu na manhã desta terça-feira (27) contra o fim da produção de celulares e a transferência da linha de monitores e notebooks para a fábrica de Manaus (AM).

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De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, durante a manifestação, as camisetas penduradas possuíam frases em protesto contra o fechamento dos setores, além do nome e idade dos filhos dos funcionários. 

Em decisão tomada durante assembleia na fábrica, na última sexta-feira (23), os funcionários rejeitaram a segunda proposta da sul-coreana e retomaram a greve na unidade. A proposta rejeitada estabelecia pagamento das verbas rescisórias e uma indenização que variava de R$ 9,3 mil a R$ 51 mil, dependendo do tempo de casa do funcionário. A proposta também contemplava pontos como PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e extensão do plano médico até 31 de janeiro de 2022. 

Para os trabalhadores da unidade, a maioria possui anos de fábrica e são mães e pais de família, por isso, o valor apresentado pela empresa ainda não é o ideal, já que ao menos 700 empregos diretos serão perdidos.

Por nota, a LG Electronics esclarece que realizou 10 reuniões com o Sindicato desde o comunicado do encerramento das atividades em Taubaté para contemplar um pagamento adicional às verbas rescisórias, tendo sido duas propostas construídas entre as partes. A empresa também lamentou as rejeições e disse que os valores negociados e propostos em ambas as oportunidades são além da exigência da lei e por essa razão representariam ganhos adicionais às verbas rescisórias, além de priorizar os colaboradores nos programas de transferências internas e recolocação.

A LG também disse que há uma audiência agendada para 16h30 desta terça-feira para definir novas propostas.

(Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos)