Além de fiscal formado em SJC, Governo afasta mais seis por suspeita de fraude bilionária em SP

Além de fiscal formado em SJC, Governo afasta mais seis por suspeita de fraude bilionária em SP
Foto: Reprodução

O governo de São Paulo afastou mais seis auditores fiscais suspeitos de envolvimento em um esquema bilionário de fraude tributária investigado pelo Ministério Público (MP-SP). A operação teria beneficiado grandes empresas, como a Ultrafarma e a FastShop.

Segundo apuração da TV Globo, os nomes dos servidores surgiram após a descoberta de que cinco certificados digitais registrados em nome deles teriam sido usados para liberar créditos de ICMS de forma irregular. As operações concediam valores acima do devido e em prazos menores que o normal, sem passar por revisões internas.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (25) que qualquer servidor envolvido será afastado. Além disso, a Secretaria da Fazenda já abriu 20 apurações preliminares para analisar a evolução patrimonial dos auditores.

Na semana passada, o governo também revogou um decreto de 2023 que permitia a liberação acelerada desses créditos. Agora, os pagamentos só serão feitos após auditorias fiscais, o que deve dificultar novas fraudes.

Foto: Reprodução / auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto

Relembre o caso

O esquema foi revelado após a prisão do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado pelo MP como o líder da organização. Formado em engenharia aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Artur é considerado pelos promotores como um “gênio do crime”. De acordo com as investigações, a quadrilha teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.

Além de Artur, foram presos o fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, o diretor estatutário do grupo FastShop, Mário Otávio Gomes, e outras três pessoas. Porém, todos conseguiram habeas corpus e foram liberados sem pagar a fiança de R$ 25 milhões inicialmente estabelecida pela Justiça.

O caso segue em investigação, e novas diligências devem apontar se mais servidores e empresas se beneficiaram das operações.