
Várias pessoas acometidas pela Covid-19 tem se queixado de sequelas relacionadas à área da cognição após a doença. Lentidão no raciocínio, dificuldade com a memória, concentração e atenção são alguns sinais.
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Segundo Luciano Galvão, empresário especialista em ginástica para o cérebro do SUPERA, esta condição está relacionada diretamente a ações do vírus no cérebro e pode causar delírios, confusão e alteração comportamental, rebaixamento do nível de consciência, dificuldade para interagir com o meio e com as pessoas, ausência de processamento cerebral adequado e entre outras manifestações que sinalizam lesões no sistema nervoso.(Confira a reportagem ao final deste texto)
Para evitar situações como essas é importante estimular habilidades que ajudam o cérebro a processar melhor. Para isso, existe o treino cognitivo, que está baseado no conceito de neuroplasticidade do cérebro, que refere-se à capacidade do sistema nervoso de mudar, se adaptar e se moldar a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal. A prática tem ajudado pessoas que tiveram Covid-19 a recuperar essa parte mais rapidamente.
Os exercícios consistem em medidas que façam o paciente sair da rotina ou de práticas que já está acostumado no dia a dia. As ações que são diferenciais no tratamento e que qualquer pessoa pode fazer é: andar pela casa de trás para frente, tomar banho no escuro, decorar uma palavra nova de outro idioma por dia e outros.
O empresário também destaca que a ginástica cerebral melhora a atenção, raciocínio, memória e criatividade. Com essas habilidades, as pessoas se tornam mais seguras e mais preparadas para aprender coisas novas, gerir desafios, trabalhar em equipe, praticar esportes, planejar e lidar com as mudanças do século 21.
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