
O auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, preso na última terça-feira (12), foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Tremembé, conhecido como “presídio dos famosos“, após ser acusado de liderar um esquema de corrupção que movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas. A operação, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), também resultou na prisão de empresários e outros envolvidos.
Durante a ação, foram apreendidos R$ 330 mil em espécie, além de US$ 10 mil e € 600. Também foram encontrados três celulares, dez pen drives e documentos relacionados às investigações. O MPSP identificou que Artur utilizava uma empresa de fachada, registrada em nome de sua mãe, para lavar o dinheiro obtido com as propinas. A empresa, chamada Smart Tax, recebeu R$ 54 milhões de empresas envolvidas no esquema entre 2023 e 2024.
O esquema funcionava desde 2021, com empresas contratando a Smart Tax para obter créditos tributários de forma ilegal. Artur orientava as empresas sobre quais documentos apresentar à Secretaria da Fazenda e acelerava o processo de ressarcimento, em troca de propinas. Ele também autorizava a venda dos créditos a outras empresas, aumentando o valor recebido
A Justiça de São Paulo manteve as prisões dos envolvidos e determinou a transferência de Artur para Tremembé, onde ficará à disposição da Justiça. O caso segue em investigação, com possibilidade de delação premiada por parte dos acusados.
O esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais e empresários destaca a necessidade de reforçar os mecanismos de controle e fiscalização no setor público, visando combater práticas ilícitas que comprometem a arrecadação e a justiça tributária.
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Operação Quimera prende suspeitos por golpe do falso advogado em São Sebastião
A Polícia Civil deflagrou a Operação Quimera para combater um grupo que aplicava o chamado golpe do falso advogado em São Paulo, São Sebastião e Mongaguá, na manhã desta sexta-feira (15). No total, oito pessoas foram presas e nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
O esquema criminoso consistia na utilização indevida de credenciais vazadas de advogados, permitindo acesso a processos judiciais em andamento. A partir dessas informações, os criminosos entravam em contato com as vítimas, se passando pelos advogados reais e solicitando pagamentos de impostos ou taxas para a conclusão dos processos ou levantamento de valores judiciais. Assim, muitos acabavam transferindo grandes quantias, induzidos ao erro.
