
O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) negou o recurso apresentado pelo São José EC e determinou que o duelo da Águia contra a Portuguesa Santista, neste sábado (16), no Martins Pereira, pela última rodada da primeira fase da Copa Paulista, será sem a presença de público.
Em nota, o São José EC informou que irá cumprir a decisão e ressaltou que, tanto a direção do clube quanto o Departamento Jurídico, continuam trabalhando para reverter a decisão para que possa contar com a presença do público para a fase eliminatória da Copa Paulista.
Lembrando que a decisão do TJD é preventiva e temporária e atinge todos os jogos do São José EC como mandante, seja na categoria profissional, categorias de base ou no futebol feminino. A punição poderá ser estendida até o julgamento do caso, já processado no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e ainda sem data prevista.
Por conta dessa decisão, a torcida do São José EC já se ‘manifesta’ nas redes sociais para acompanhar o jogo no entorno do estádio Martins Pereira, assim como foi feito na época da pandemia.
Entenda o caso
A penalidade acontece em função dos atos de violência cometidos por torcedores contra o ônibus da delegação do Santo André, ocorrido no último dia 3 de agosto, no entorno do estádio Martins Pereira, após um jogo pela sétima rodada da Copa Paulista.
Segundo informações divulgadas pelo clube andreense, o ônibus que transportava a equipe foi cercado por integrantes da torcida organizada Mancha Azul. O clube alega que esse grupo de torcedores teria depredado o veículo, invadido o interior do ônibus e ameaçado atletas e membros da comissão técnica. Durante a ação, esses torcedores teriam arremessados garrafas de vidro e disparados rojões contra o coletivo.
A delegação relatou que, diante da violência, os jogadores se deitaram no corredor do ônibus para se proteger. O episódio teria durado cerca de 10 minutos, em meio a um clima de forte tensão.

O que diz a Mancha
A Mancha Azul, por meio de nota, negou que tenha realizado uma emboscada contra a delegação do Ramalhão e afirmou que não houve agressão, tentativa de invasão ao ônibus, arremesso de objetos ou qualquer tipo de confronto físico ou ameaça. A torcida alega que a versão apresentada pelo Santo André é distorcida e infundada.
A Mancha explicou ainda que o ônibus estava passando em frente à sede da torcida e que o motorista teria aberto a porta para perguntar se havia integrantes de torcidas organizadas dentro do veículo.